10 de nov. de 2010

Você quer uma bolsa de mestrado??

Hoje eu tava assim pensando na vida... todo aluno sofre da síndrome do auto-boicote! Funciona assim: você tem que fazer um trabalho, você tem que estudar para uma prova, você tem que escrever seja um redação do ensino médio, estudar pro vestibular (obrigada, meu Deus que eu já passei dessa fase!), seja um trabalho de química, o TCC, um artigo, uma dissertação, uma tese... e dá aquela vontade súbita de fazer QUALQUER outra coisa... ainda mais coisas que você ODEIA: lavar roupa, louça, ir no super... hahahaha! Na verdade ANTES dá vontade de jogar video-game (sim, sou adulta, mulher, mas eu AMOOOO video-game!!!). Mas como você não tem mais video-game há anos, infelizmente não tem dinheiro para pagar alguém para fazer as merdas utilidades dos afazeres domésticos, você até passa a preferí-los!!

Quando eu entrei no mestrado tava desesperada por uma bolsa... atualizando a galera, uma bolsa FELIZ de Mestrado tá valendo R$1.200,00. Tenho total noção da vida que levando em consideração a enorme maioria da população brasileira, até ganho bem!!!

Mas sinceramente: quem consegue viver com R$1.200,00, pagando aluguel, condomínio, luz, internet, celular, ônibus (sim, carro não tem como!!!), supermercado, livros, roupas e de vez enquando, uma cervejinha com os amigos????

É IMPOSSÍVELLLLL!!! Sim... as roupas não aguento mais!! Digo roupas, mas não to dizendo quando a roupa passa a ser futilidade, falo roupas como necessidade de andar vestida!! (sem bobagens, please!!)

O governo tem que roubar menos, e pagar bolsas úteis em melhor valor (bolsas úteis, para mim, são bolsas de estudos! Sou TERMINANTEMENTE CONTRA o Bolsa Família... pra mim isso é o sistema mais emburrecedor que existe! Se alguém quiser discutir: DISCUTIMOS! Mas sem baixaria, por favor!).

Tudo sobe: leite (tá um absurdo!), pão, luz, telefone, o bilhete do cinema (pq ngm é de pedra! -prefiro pedra do que ferro), o ônibus, TUDO, menos as bolsas de estudo!!!


E hoje é dia de pagar contas... ieiii

9 de nov. de 2010

Hipóteses

Como o próprio dicionário diz, HIPÓTESE é 1 Suposição que se faz de alguma coisa possível ou não, e da qual se tiram as conseqüências a verificar. 2 Conjunto de condições que se toma como ponto de partida para desenvolver o raciocínio.


É o seguinte... você formula o problema de pesquisa, o problema é uma pergunta. A ou AS hipóteses são as respostas que você crê que seja dada ao seu problema de pesquisa.


"A hipótese consiste em supor conhecida a verdade ou explicação que se busca. Em linguagem científica, a hipótese equivale, habitualmente, à suposição verossímil, depois comprovável ou denegável pelos fatos, os quais hão de decidir, em última instância, sobre a verdade ou falsidade dos fatos que se pretende explicar." (CERVO; BERVIAN, 2002, p.86)


"A função da hipótese, na pesquisa científica, é propor explicações para certos fatos e ao mesmo tempo orientar a busca de outras informações." (MARCONI; LAKATOS, 2008, p.14)


Tanto o problema de pesquisa, como as hipóteses são definidos depois que a fundamentação teórica é feita. Não que você não possa tentar formulá-los antes de ter a fundamentação teórica concluída, mas muito provavelmente haverá mudanças de ambos posteriormente.


"Praticamente não há regras para a formulação de hipóteses de trabalho de pesquisa científica, mas é necessário que haja embasamento teórico e que ela seja formulada de tal maneira que possa servir de guia na tarefa da investigação." (MARCONI; LAKATOS, 2008, p.14)


Goode e Hatt (1969 apud MARCONI;LAKATOS,2008, p.15) afirmam que na formulação de hipóteses existem três dificuldades principais: 


"1. A ausência ou o desconhecimento de um quadro de referência teórico claro;
2. Falta de habilidade para utilizar logicamente esse esquema teórico;
3. Desconhecimento das técnicas de pesquisa existentes para ser capaz de expressar adequadamente a hipótese."


"Natureza das hipóteses:
1. Não deve contradizer nenhuma verdade já aceita ou explicada;
2. Deve ser simples, isto é, o pesquisador, entre várias hipóteses, deve escolher a que lhe parece menos complicada; [NÃO COMPLIQUE A SUA VIDA ACHANDO QUE QUANTO MAIS MIRABOLANTE FOR O SEU PROBLEMA E AS SUAS HIPÓTESES, MAIS IMPORTANTE SERÁ A SUA PESQUISA, FUJA DESSA MENTIRA!!!]
3. Deve ser sugerida e verificável pelos fatos." (CERVO; BERVIAN, 2002, p.87)


"Os resultados finais da pesquisa poderão comprovar ou rejeitar as hipóteses; neste caso, se forem reformuladas, outros testes terão de ser realizados para sua comprovação."(MARCONI; LAKATOS, 2008, p.15). Ou seja, don't worry: se você, quando estiver elaborando o projeto de pesquisa, formular hipóteses que ao longo da pesquisa sejam refutadas, refaça as hipóteses!


Bom trabalho a todos!!


Referências:


CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 5ª edição. São Paulo: Ed. Prentice Hall, 2002.


MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa: Planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e interpretação de dados. 7ª edição. São Paulo: Ed. Atlas, 2008.

7 de nov. de 2010

O orientador!!

Pois bem... um dos motivos pelo qual criei o blog foi como forma de desabafar em relação aos sérios problemas com o meu orientador! O blog foi criado em Fevereiro e muitaaaaaaaa, mas muitaaaaaaaa coisa aconteceu de lá pra cá! Como falei no post anterior, vou evitar falar dos absurdos acadêmicos para não me prejudicar, já que isto é um blog e todo mundo pode ler! (Inclusive ele!)

Mas nesse tempo conversei com diversas pessoas sobre o problema sério que eu estava (sim, no passado pois troquei de orientador!) enfrentando e descobri que para pavor dos alunos, existe gente louca por aí!!! Definição interessante de um colega meu que se lembrando de um professor dele da graduação disse: "Agora entendo porque que os professores voltam das suas pós-graduações tão piradossss, sabemos o que eles enfrentam lá!" (e ele não estava se referindo nem as disciplinas, nem ao trabalho que tinham pra escrever!)

Pois é, mas nem tudo tem que ser assim... existem maneiras de identificar o problema e novamente enfatizo (falei isso há uns posts atrás): Faça terapia!!!! Mesmo que quem precise de terapia seja o seu orientador!!

Encontrei uma notícia interessante no site da Universia (entre nesse site! É bem legal e existe distribuição de bolsas de estudos fora do Brasil) sobre a importância do Orientador, como escolher o orientador e sobre o co-orientador. No caso do meu curso, quero deixar claro, que eles não deixam a gente escolher, é o orientador que nos escolhe baseado no nosso pré-projeto. Mesmo assim, o que não entendo de verdade é que o tal fulano que me orientava não tinha NADA a ver com o meu pré-projeto!!!

A notícia em questão está no link "notícia interessante" e aqui!!(hehehehe, descobri agora como colocar link no blog!!)

Mas hoje eu sou uma NOVA PESSOA!! Faceira e feliz, valorizando muito o meu novo orientador que me escuta, me entende, não me humilha, me dá força pra não desanimar, enfim... acredita em mim!!

Se algum professor ler isto aqui... por favor, minhas nobres pessoas... o tempo de Monografia, Dissertação e Tese de um aluno é tenso... é difícil e complicado! Se vocês não tem paciência para com os seus orientandos, procurem outra profissão!!

Se alguém da CAPES, CNPq ou qualquer outro órgão de fomento à pesquisa ler isso aqui... gente, eu procurei um desses órgãos pedindo ajuda... e sabe o que me disseram: procure a sua Univeridade... na Universidade... procure a secretaria do curso... gente!!! POR FAVOR!!! O aluno tá com medo pq ele é a parte FRACA da história... a criatura é concursada... só vai sair do cargo se matar alguém!!! É praticamente impossível PROVAR os absurdos que eu e OUTROS colegas passamos e a gente só quer ESTUDAR EM PAZ e quem deveria nos ajudar, só ATRAPALHA e quem deveria proteger os nossos direitos LAVA AS MÃOS!!!

Quando isso vai mudar???

Eu posso ter trocado de orientador, sim! Foi difícil? Ainda é!!! Ele ta tentando me ferrar?? COM CERTEZA!! Tem outras pessoas sofrendo o mesmo que eu estava?? MUITAS! Ano após ano!!

O temido PROJETO DE PESQUISA!!!

Tah... faz tempo, eu sei!!! Tenho muita vontade de escrever tanta coisa aqui... mas sabem como é, to no mestrado e queria contar os absurdosssssss da vida acadêmica... mas sabe aquela frase "se eu te contar eu vou ter que te matar?!" Pois bem... como eu não tenho controle de quem entra aqui, não dá pra sair matando todo mundo!! hahahahaha... brincadeirinha, gente!! É que eu tô nervosa com a minha qualificação, passei o final de semana inteiro enfiada dentro de casa, longe de tudo e de todos pra ver se eu cago escrevo o projeto de pesquisa, fora que a TPM está afetando tbm... aliás, pelo bem da humanidade, desde sexta não vejo uma viva alma!!!

Pois bem, mas o assunto não é esse... eu estou escrevendo o meu Projeto de Pesquisa e queria compartilhar com vocês algumas coisas interessantes que talvez possam ajudar!!

As dicas que colocarei abaixo foram tiradas do texto"Como elaborar seu Projeto de Pesquisa", de José Eli da Veiga, da USP.

O objetivo maior do Mestrado é demonstrar que o aluno possui:

* Conhecimento sobre a bibliografia geral da área de concentração;
* Conhecimento da bibliografia específica do tema da pesquisa selecionada;
* Capacidade de descobrir, selecionar, discutir e criticar os dados mais importantes das bibliografias estudadas;
* Capacidade de reorganizar, de forma coerente, os dados utilizados;
* Aptidão para expor com clareza o "estado da arte" do seu campo de pesquisa.

Quando o Projeto de Pesquisa estiver pronto, você perceberá que contém, no máximo, 1% de inspiração e, no mínimo, 99% de concentração.

Os ingredientes básicos de um projeto de pesquisa são:

* título;
* contextualização e delimitação do assunto (tema);
* objetivos;
* justificativa;
* revisão da produção científica já acumulada sobre o tema;
* formulação do problema;
* hipótese(s);
* descrição dos procedimentos;
* cronograma de execução;
* bibliografia.

Em relação a delimitação do assunto: Sua pretensão inicial precisa ser pragmaticamente reduzida a dimensões adequadas a dois anos de trabalho "solitário" de um aluno com pouca (ou nenhuma) experência de pesquisa. Como não há escassez de assuntos a serem pesquisados, a decisão pode envolver muitas dificuldades. A redução de uma questão ampla a um bom assunto de pesquisa pode ser muito angustiante, sobretudo para quem tem ambição holística (como é bem provável que seja o seu caso). (eu, Luara, ODEIO essa palavra holística - nada quem curte esse negócio de ser holístico e tal... mas eu substituiria esta palavra por "ambição de querer abordar tudoooooo")

Por isso:

* o assunto deve corresponder ao seu gosto e, portanto, proporcionar-lhe uma experiência psicologicamente gratificante, além, é claro, de contribuir para o avanço da ciência;
* o assunto deve ser bem adequado, tanto à sua formação, quanto ao tempo, recursos e energia que você poderá consagrar a essa pesquisa;
* o assunto deve estar suficientemente documentado. Isto é, o material bibliográfico pertinente deve ser suficiente, facilmente identificável, disponível, acessível, e, sobretudo, deve permitir uma rápida "varredura";

Quase sempre é necessário ampliar ou aprofundar suas leituras anteriores sobre o assunto para que os critérios de "corte" comecem a aparecer.

Delimitar, de fato, poderia ser, por exemplo, propor um "estudo de caso" (pesquisa descritiva), ou relatar algum "teste" (pesquisa experimental), se o acesso fosse possível.

Também é muito comum que o candidato a pesquisador resista à necessária delimitação, por considerá-la menos importante, muito despretenciosa, ou desestimulante. Nesse caso, é bem provável que perderá muito tempo até se convencer que sua opção original era genérica demais para resultar numa boa dissertação no prazo de 30 meses.

Em relação a Revisão de Literatura: a maior importância estará na comparação de documentos científicos (artigos, comunicações, entrevistas, etc) sobre o tema específico. E essa comparação deve ser organizada de tal forma que a posterior formulação do problema seja sua decorrência lógica. Em outras palavras, não se trata de fazer uma "colcha de retalhos", emendando citações dos documentos consultados, mas sim de articular idéias que conduzam à formulação do problema; idéias estas que deverão estar apoiadas nas referências científicas citadas.

A pesquisa bibliográfica sobre a qual se constrói este tópico do projeto de pesquisa não pode deixar de lado nenhuma obra importante sobre o tema específico. Mas é impossível que consiga ser exaustiva. Ou seja, a revisão de literatura do projeto de pesquisa será, por definição, exploratória. A demonstração de que o pesquisador não deixou "escapar" nenhum trabalho relevante deverá ser feita, no devido tempo, pela Dissertação. Por melhor que seja a preparação do projeto de pesquisa, é inevitável que esta ou aquela referência só seja descoberta na fase posterior (e mais longa) de execução. Ao mesmo tempo, se uma contribuição científica muito importante sobre o tema específico da pesquisa não for incluída na revisão de literatura do projeto de pesquisa, é bem provável que a proposta venha a ser considerada "imatura" pelos relatores (ou pareceristas).

Prepare-se, portanto, para passar longos dias em bibliotecas especializadas e para correr atrás de pessoas bem informadas sobre o tema. Em princípio, o seu orientador indicará centros de documentação que precisarão ser rastreados, e pesquisadores, autoridades e outros agentes que precisarão ser entrevistados.

Sobre a formulação do Problema: Um problema bem formulado é mais importante para o desenvolvimento da ciência do que sua eventual solução.

Quando o problema estiver claro para o pesquisador - isto é, suficientemente amadurecido pelo estudo da produção científica pertinente - é quase certo que poderá ser formulado como simples pergunta. "A colocação interrogativa tem a virtude de formular o problema de maneira direta". (MARINHO, Pedro (1980) A Pesquisa em Ciências Humanas, ed. Vozes, p.28.)

Se o pesquisador não consegue formular o problema central da pesquisa por meio de uma pergunta bem direta, o mais provável é que ele tenha feito uma insuficiente discussão da produção científica já existente sobre aquele assunto.

Você só poderá formular a pergunta da pesquisa se fizer uma boa revisão de literatura, refletir, discutir com o orientador, reler parte do material, esboçar algumas perguntas, submetê-las ao orientador, descartar as menos pertinentes, reformular as outras, voltar a discutí-las, e assim por diante, até se fixar numa frase interrogativa que sintetize bem o problema da pesquisa.

Sobre a(s) Hipótese(s): A hipótese consiste em supor conhecida a verdade ou explicação que se busca.

A hipótese da pesquisa é uma resposta provisória à pergunta que sintetizou o problema.

A pesquisa visará justamente procurar as evidências que permitam a confirmação, ou não, dessa hipótese (resposta provisória). Caso as evidências colhidas no processo investigativo não confirmem essa hipótese, elas certamente trarão, por si mesmas, uma nova hipótese.

Mesmo que a hipótese seja refutada, o trabalho será frutífero se o problema (pergunta) e a hipótese (resposta provisória) tiverem sido formulados sem rodeios e ambiguidades. A hipótese funciona como uma verdadeira bússola. É ela que ajuda o pesquisador a sair dos inúmeros labirintos em que infalivelmente se mete.

Por fim, É necessário, entretanto, advertir para a necessária coerência que deve existir entre hipótese, procedimentos e cronograma. Os relatores (ou pareceristas) darão muita importância a este aspecto. Será que os procedimentos descritos permitirão, de fato, testar aquela hipótese? Será que tais procedimentos poderão, de fato, ser concluídos nos prazos indicados? Há, evidentemente, uma dose admissível de incerteza. Mas os relatores serão pesquisadores experientes que não terão dificuldade em perceber incongruências metodológicas ou "chutes" sobre prazos.

Apresentei aqui alguns pontos essenciais... nós próximos "posts" falarei mais sobre outros pontos importantes (pelo menos pra mim neste momento!!)

Beijos e bom trabalho a todos!!!